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QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

QUE FAZEIS DE ESPECIAL?
Jesus (Mateus, 5:47)


Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.

Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária; que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia; que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que a dor é o estímulo às mais altas realizações; que a nossa colheita futura se verificará, de acordo com a sementeira de agora; que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos, sempre que estivermos a serviço do bem; que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes Divinos; que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas, sim, em missão de aperfeiçoamento; que a justiça não é uma ilusão e que a verdade surpreenderá toda a gente; que a existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.

Efetivamente, sabemos tudo isto.

Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos planos mais altos, a beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a interrogação do Divino Mestre:

- Que fazeis mais que os outros?


Livro: Vinha de Luz
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

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DIA 08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER . PARABÉNS!!!

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A INDISCUTÍVEL LEVEZA DE SER MULHER

A  INDISCUTÍVEL  LEVEZA  DE  SER  MULHER


A mulher é o único ser da criação

que abriga dentro de si, um templo.

Só ela sabe ser Santa e ser Mulher,

Ser forte quando precisa, e ser frágil quando quer.

Mulher que gera vidas e cria a Humanidade.

Que sabe ser estrela, e sabe ser saudade.

Só ela sabe ser Mulher e ser Menina,

ser Sedutora e ser Feminina.

Ela é Luz quando brilha,

é Paz quando acalma e tranquiliza.

Ela é música quando é alegria,

é ritmo vibrante quando improvisa.

Ela é tempestade quando chora,

ou um vulcão quando Ama.

Ela sofre discriminação,

é incompreendida, mas sabe superar.

Sofre preconceitos,

tem lá os seus defeitos, mas sabe perdoar.

Só ela consegue lutar pela vida,

se transformando em fera, mas sem perder a doçura.

Mulher que fecunda um novo ser,

se transformando em um anjo de candura.

É mulher e é amante, é companheira e é guerreira,

Ela pode até perder a luta,
 
mas nunca perde os seus ideais...

Ela pode até perder os seus amores,

mas nunca desiste dos seus sonhos.

É feminina, sensível, amável, sem perder a força.

Ela é ternura quando envolve, é segredo quando encanta.

Assim como a lua, ela tem as suas fases,

todas imprevisíveis, todas incomunicáveis.

A mulher é o maior de todos os mistérios,

que o Homem ainda não conseguiu desvendar.



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CASA ESPÍRITA - DIVALDO P. FRANCO - PRECISAMOS TODOS REFLETIR

Casa espírita

Divaldo P. Franco


“Reproduzimos abaixo, algumas considerações trazidas pelo coordenador, do que seja um Centro Espírita e uma proposta de melhoria na sua atuação, sugeridas pelo espírito Joanna de Ângelis:


- “O Centro Espírita é um lugar de dignificação da criatura humana.”


- “O Centro Espírita é o lugar onde nós treinamos as virtudes básicas: a fé, a esperança e a caridade.”


“Joanna de Ângelis, fazendo uma análise da nossa Casa, o Centro Espírita Caminho da Redenção, faz três anos, propôs-nos novas diretrizes para o Centro Espírita onde mourejamos. Essas diretrizes ela apresentou em três verbos: ESPIRITIZAR, QUALIFICAR, HUMANIZAR.”


Pode parecer um absurdo espiritizar o Centro Espírita e um tanto paradoxal. No entanto, há Centro Espírita que só tem o rótulo mas não tem espiritismo... Vamos por partes, porque é muito delicado.


Fui convidado a proferir uma conferência em um Centro Espírita no sul do país. Normalmente, quando recebo convite, não atendo, porque pode ser entusiasmo da pessoa. No segundo convite eu digo: “para o ano, volte a escrever.” Isso é para ver se a pessoa está mesmo interessada. Para o ano a pessoa volta a escrever e eu digo: “para o ano, na programação, nós vamos agendar.”


E, naquela Casa, fui postergando por um período de seis a oito anos, por falta de tempo, até que o presidente insistiu tanto que fiquei constrangido e dei um jeito.


Disse-lhe, na carta: “mande-me as datas que lhe são ideais e eu escolherei aquela compatível com minha programação.” Estabelecemos a data e por seis meses correspondemo-nos e tudo foi muito bem.


No dia marcado cheguei à cidade e fui a uma bela instituição. Edifício monumental. Uma grande sala. Quando cheguei à porta, fui recebido por uma comissão muito gentil e estabeleceu-se o seguinte diálogo:


- Senhor Divaldo, o Presidente pede desculpas por não ter podido vir receber o Senhor.


Eu disse: “é muito natural, não há problema.”


- Aqui está o Vice-Presidente, o Secretário, o Tesoureiro, e nós desejamos recebê-lo, porque o nosso Presidente está, no prédio vizinho, fazendo cromoterapia.


- “Eu não sabia que ele era cromoterapeuta,” falei. “Ele é profissional, naturalmente?”


- “Não! Ele é espírita”, responderam-me.


- Deixe-me ver: ele é o Presidente do Centro e é o presidente da cromoterapia? Ele me convidou para vir aqui durante oito anos. Marcou a data e foi fazer a cromoterapia!


- É porque a cromoterapia é muito importante. Está salvando milhares de vidas.


- Que graça! Eu sempre pensei que o Espiritismo está salvando milhões de vidas.


Será esta a imagem de um Centro Espírita? Em absoluto. O Centro Espírita não tem que se envolver com nenhuma terapia alternativa. É até um desrespeito, porque o cromoterapeuta é alguém que estudou. Ele tem sua clínica e o Centro Espírita não se pode transformar numa clínica alternativa. É lugar de transformação moral do indivíduo, onde se viaja ao cerne do problema para arrancá-lo. Se transformarmos um Centro Espírita em uma clínica, para lá vão pessoas aturdidas. Qualquer coisa esdrúxula que anunciemos no jornal haverá uma massa incontável que adere por necessidade de pedir socorro.


Mas o Espiritismo não ilude, não mente e nem posterga a ação, porque ele é herança de Jesus. E Jesus, com todo o amor, dizia a verdade. Seja o nosso falar: sim, sim, não, não, conforme Ele o fazia. Não iremos dizer de forma grotesca ou agressiva, mas iremos dizer de uma forma verdadeira. É melhor, às vezes, perder o amigo agora porque não conivimos e o termos depois, do que o apoiarmos e o perdermos em definitivo, quando ele notar a nossa fraude.


Então, Joanna de Ângelis manda ESPIRITIZAR.


Tenho ouvido oradores em casas Espíritas apresentarem temas maravilhosos, mas que não são nada espíritas. Temas que podem narrar no Rotary, na Maçonaria, no Lions, numa reunião social. Na Casa Espírita pode-se abordar qualquer tema, à luz do Espiritismo. Fazer as conotações espíritas.


Se aconteceu uma tragédia na cidade vamos examiná-la, à luz do Espiritismo. Está no momento da clonagem. Vamos falar sobre clonagem, à luz da Doutrina Espírita. Está nos noticiários a corrupção. Vamos falar sobre a corrupção e a terapia Espírita.


Infelizmente não está ocorrendo isso. Convida-se, às vezes, oradores admiráveis, fascinantes, porém, totalmente deslocados. Palestras que se pode ouvir em qualquer lugar.


Na Casa Espírita vão as pessoas atormentadas, buscando consolação, com a alma despedaçada pela morte de seres queridos e, se ouvem uma coisa que nada tem a ver com a proposta da Doutrina Espírita, saem desoladas. Agindo assim, estaremos fraudando a proposta do Espiritismo.


Temos visto congressos espíritas - não é crítica, é análise – em que se aborda Terapia pela dança. É uma maravilha. Mas não num congresso espírita. Vamos fazer isso num congresso de Yoga, que respeitamos muito, ou num congresso de psicoterapia e então coloquemos música, metais, cristais, mas não num congresso espírita.


Ah! É porque nossos irmãos estão doentes, justificam. Nesse caso, falemos das causas das doenças. Das causas anteriores das aflições. Das causas atuais das aflições.


A terapia da dança podemos encontrar em qualquer setor do mundo social, respeitável e nobre. Mas quando vamos à Casa Espírita, esperamos encontrar a proposta espírita.


O Centro Espírita tem que ser o lugar de Doutrina Espírita.


Daí o Centro Espírita tem que ser espiritizado. É a proposta de Joanna de Ângelis.


A segunda vertente de sua proposta é QUALIFICAR.


Vivemos hoje a época da qualidade total. Qualificação é indispensável. Nós, às vezes, vamos à Casa Espírita com nossos hábitos ancestrais, o que é natural. Mas o fato de entrarmos na Casa Espírita não muda nossa existência. Levamos a nossa qualificação muitas vezes empírica, singela, e vamos exercer certas funções para as quais não estamos qualificados.


Vemos, por exemplo, um literato, que não entende absolutamente de contabilidade, sendo o tesoureiro do Centro. Vamos ver o indivíduo aplicando a terapia dos passes, mas que, de maneira nenhuma se preparou para isso. Vamos ver no atendimento fraterno uma pessoa que tem muito bom coração mas não tem o menor tato psicológico.


Temos que nos qualificar.


O que é qualificar? É adquirir características essenciais, típicas das finalidades que vamos exercer na vida prática.


Se eu, por exemplo, quero dedicar-me ao atendimento fraterno, devo fazer um curso. Por isso, os Centros Espíritas devem estar vinculados ao chamado movimento organizado, porque as nossas Casas Federativas dispõem de equipes para nos esclarecer, para nos informar, para ministrar cursos.


Quando vemos, por exemplo, a Federação Espírita do Paraná (FEP), oferecer-nos o jornal Mundo Espírita por um preço irrisório, que muitos ainda não pagam, chegar às nossas mãos todo o mês, com pontualidade, trazendo-nos mensagens libertadoras de consciência, comovo-me com esse trabalho.


Se ligarmos o rádio, aí está um programa de orientação espírita, o Momento Espírita, já transmitido por uma cadeia de rádios em várias cidades do País. Seria interessante se cada um dos senhores, nas suas cidades, entrassem em contato com a FEP e, ao invés de fazer programa de rádio sem nenhuma habilidade, sem qualificação, colocassem o programa que é transmitido em Curitiba, que é de excelente qualidade, narrado por pessoa qualificada, desde a voz, uma voz agradável, muito bem empostada. É uma mensagem muito bem trabalhada, apresentando várias conotações para o enriquecimento das pessoas espíritas e não espíritas.


Muitas pessoas confundem qualificação com elitismo. E as pessoas dizem: “está elitizando!”.


Minha mãe era analfabeta e eu dialogava com ela. Qualificamo-la. Ela tornou-se uma excelente bordadeira, uma excelente cozinheira. Conheço tanta gente instruída que não sabe enfiar a linha na agulha e que não sabe pregar um botão.


Daí, meus amigos, qualificar não é elitizar, não é intelectualizar. É equipar de recursos para fazer bem aquilo que gostaria de fazer. Evitar o aventureirismo.


HUMANIZAR - Humanizar é fazer com que nós, de vez em quando, tornemos à nossa simplicidade, ao nosso bom humor, ao nosso lado humano. A vida nos impõe rotinas e, quando menos esperamos, estamos fazendo aquilo rotineiramente, sem emoção. Nós nos transformamos em máquinas.


Visitei uma instituição e uma senhora me disse assim: “Ah! Irmão Divaldo, não agüento mais. Estou cansada de fazer caridade. Eu não agüento mais, é tanto pobre. Eu disse: “minha filha, então deixe”. Ela: “O Senhor está me mandando deixar de fazer a caridade?” Eu disse: “Não, eu estou mandando você descansar, porque a caridade está lhe fazendo mal. Já imaginou a caridade fazer mal a quem a faz? Algo não está funcionando! Ou você está exibindo-se sem o sentido de caridade, me perdoe a franqueza, pois quero lhe ajudar, ou você está saturada. Faça uma pausa”.


Ela: “o que será dos pobres?” Eu: “Minha filha, eles são filhos de Deus.. Antes de você chegar Deus já tomava conta. Você está só dando uma mãozinha para você, não para eles, porque, afinal, isso aqui nem é caridade, é paternalismo. Você está mantendo muita gente na miséria, que já podia estar libertada, porque você me disse que já atendeu a avó, a filha e agora está atendendo a neta.


Como é que você conseguiu manter na miséria três gerações? Que a avó e a filha fossem pobres necessitadas, é aceitável, mas a neta já teríamos que libertar da miséria de qualquer jeito. Colocando-a na escola, equipando-a, arranjando-lhe trabalho. Isso não é caridade. Está lá no Evangelho: “Transformai as vossas esmolas em salário”.


Então, repouse um pouco. É uma rotina. Você quer abarcar um número de pessoas que você não pode abraçar. Diminua. Faça com qualidade e procure fazer em profundidade. Faça-o bem.


Nós não podemos salvar o mundo e perder a nossa alma. A tese é de Jesus Cristo: “Que vos adianta salvar o mundo e perder-se a si mesmo!” Nós não estamos aqui para salvar o mundo. Estamos aqui para salvar-nos e ajudar o mundo para que cada um nele se salve.


Então, humanizar é neste sentido. É esta proposta de voltarmos a ser gente. Não ficarmos nos considerando muito importantes. O Presidente do Centro, o dono do Centro, o super-médium, a pessoa mais formidável do século. Voltarmos às nossas origens. A simplicidade de coração, a afabilidade, a doçura (textos do Evangelho Segundo o Espiritismo), a cordialidade, o bom trato. Se o doente é insistente, se o pobre é impertinente, nós estamos ali porque queremos. Não foi o pobre que pediu para nós irmos lá. Nós é que nos oferecemos. Então temos a escusa de estarmos cansados, de estarmos irritados. “Eu também tenho problemas”. Então vá resolver seus problemas. Não os traga para a Casa Espírita. E notem que esta tríade está perfeitamente de acordo com o pensamento kardequiano: trabalho, solidariedade e tolerância.


Qual é o trabalho? ESPIRITIZAR-SE. O trabalho de adquirir o conhecimento espírita, de perseverar no estudo. Minha mãe era analfabeta. Eu lia para ela, estudava, comentava. Ela acompanhava. Aprendeu a Doutrina Espírita dentro dos seus limites.


Solidariedade. QUALIFICAR-SE, para servir melhor, para ser mais solidário.


Tolerância: ser mais HUMANO. Quando somos mais humanos, somos tolerantes. E esta tríade não é propriamente de Allan Kardec. Ele a tirou de Pestalozzi, seu professor, que tinha como base educacional três palavras: trabalho, solidariedade e perseverança. Allan Kardec, que foi seu discípulo, tomou a tríade e adaptou-a, substituindo perseverança por tolerância.


Assim, o Centro Espírita é a nossa oficina. Quando nós entramos na Casa Espírita devemos sentir os eflúvios do amor, da fraternidade. Não é o lugar dos conflitos, das picuinhas, das nossa dificuldades, das nossas diferenças, que nós as temos, mas das nossas identidades, das nossas compreensões, do nosso esforço para sermos melhores.


Daí a nova proposta do Centro Espírita: voltar às bases do pensamento de Allan Kardec. Reviver o trabalho, a solidariedade e a tolerância. Sermos realmente irmãos. Esta é a nossa família ampliada. Se entre aqueles com os quais compartimos idéias, que são perfeitamente consentâneas com as nossas, nós temos dificuldades de relacionamento, como é que iremos nos relacionar com o mundo agressivo, com a sociedade que não nos aceita, com aqueles que nos hostilizam, com aqueles que nos perseguem?


O Centro Espírita é o lugar onde nós treinamos as virtudes básicas: a fé, a esperança e a caridade.

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ÂNSIA DE VIVER

ÂNSIA DE VIVER


A definição do vocábulo vida, apresentada por alguns dicionaristas, restringe-se aos fenômenos biológicos, metabólicos, às reações, ao movimento, à reprodução, às atividades orgânicas...

Trata-se, evidentemente, de uma conceituação materialista, porque, na morte, a vida teria o seu encerramento, o que não corresponde à veracidade dos fatos, porquanto as evidências e a documentação a esse respeito são robustas e variadas em todas as épocas da Humanidade e em todos os povos.

Uma enunciação correta deveria esclarecer que ela prossegue depois da disjunção celular, ampliando-se na imortalidade, quando se expressa integral e sem interrupção em toda a sua plenitude.

Considerando-a um feixe de fenômenos comandados por automatismos cerebrais, no caso dos animais, incluindo-se o ser humano, o materialismo deixa claro que a sua finalidade desaparece quando se desarticulam as partes constitutivas do organismo...

Como consequência, tomam corpo as doutrinas do hedonismo e do utilitarismo, mediante cuja proposta viver é uma experiência de curto prazo, na qual o prazer individual deve predominar como programa de referência que justifica o próprio ato de existir. Esse prazer egoístico terminará por tornar-se geral no grupo, já que a vivência de cada qual culmina ao integrar-se na coletividade.

Assim sendo, as dores e as aflições, as dificuldades e as limitações tornam-se aberrações sem explicação, que a umas pessoas alcançam e a outras não, mas que aquelas que as sofrem, não tendo forças para suportá-las, têm o direito de interrompê-las a bel-prazer, evitando padecimentos destituídos de sentido e de significado psicológico...

Em razão dessa postura, a existência física deverá ser aproveitada totalmente, fruindo-se todas as concessões propiciadas pelas faculdades orgânicas, o intérmino prazer que leva à exaustão.

Essa conduta sensualista transforma o ser humano em objeto de uso e gozo, que não merece maior consideração, seja do ponto de vista filosófico como do psicológico.

Sem dúvida, é uma proposta totalmente ultrapassada, em razão da documentação preciosa em torno da imortalidade do ser e dos objetivos relevantes a respeito do seu destino.

Tais atitudes, apresentadas no passado como reação às imposições dogmáticas, poderiam atrair, como aconteceu, muitos simpatizantes, embora a antiguidade dos seus conteúdos, que remontam ao pensamento filosófico ancestral. Na atualidade, porém, face às avançadas pesquisas em torno do Espírito e da sua comunicabilidade, já não encontram guarida nas pessoas que investigam a realidade do ser existencial.

É compreensível que a vida física proporcione prazeres, alegrias e felicidade, que constituem recurso de valioso estímulo a fim de ser conduzida, particularmente quando se sabe da ocorrência dos fenômenos de dor e angústia, de doenças e desencantos que todos também experimentam em maior ou menor grau de intensidade.

A ânsia de vivê-la plenamente é uma necessidade espiritual, que não tem cabida nas experiências sensoriais exclusivas. O ser humano é mais do que o corpo que utiliza no processo de ascensão. Terminada uma etapa experimental, outra surge mais complexa e desafiadora, através de cujo curso alcança os píncaros da alegria sem jaça.

Superando os imperativos utilitaristas estão as emoções estéticas, o júbilo de servir e de desenvolver programas que contribuem para a felicidade das demais pessoas, tornando-a dignificada pelo seu sentido existencial.

Miguel Ângelo, nessa ânsia transcendental, atingiu o êxtase com os seus Moisés, a Pietá, a Capela Sistina...

Beethoven alcançou o ápice da harmonia ao compor a Nona Sinfonia...

Marie Curie, exausta e semi-adormecida, conseguiu o clímax dos júbilos ao ver a irradiação que resultava dos seus experimentos...

Santa Catarina de Siena, mergulhada na contemplação, pairou acima das sensações físicas, na ânsia de sintonizar-se com Jesus...

Estêvão, apedrejado, emergiu das dores físicas e flutuou nas vibrações sutis da liberdade total do corpo vencido.

Cristóvão Colombo entrou em arrebatamento íntimo, ao defrontar as terras que buscava e sabia existirem...

Pasteur, pesquisando sem cesar, delirou de felicidade, ao detectar os microorganismos em cuja existência acreditava...

Todos eles, e inumeráveis outros, experimentaram esse arroubo de ventura incomparável, sem nenhum mecanismo patológico estabelecido pela Psiquiatria.

Lúcidos e integrados na Consciência Cósmica, alcançaram a finalidade da vida a que se dedicaram na Terra.

Mas não somente eles que se celebrizaram, e sim milhões de pessoas equilibradas, idealistas, que pugnaram pelos objetivos anelados e os lograram.

Essa ânsia de vida, que pulsa nos sentimentos e na inteligência dos seres humanos, obedece ao Tropismo Divino que os arrasta na Sua direção.

Eu sou a vida abundante – anunciou Jesus, que possuía os recursos hábeis para todos os gozos humanos. Mas, conhecedor da realidade única, demonstrou desinteresse pelos mesmos, em razão da sua duração efêmera, das aflições que logo surgem, da volúpia que se apresenta na necessidade para novos tentames.

Senhor dos Espíritos, viveu intensamente a alegria de ser pleno, de arrebanhar as criaturas na Sua direção, a fim de conduzi-las a Deus.

Os Seus ensinamentos, saturados de vitalidade, são ricos de beleza e ética, de sabedoria e amor, que constituem a mais salutar terapia que se conhece, tornando-se, nos dias atuais, verdadeira diretriz de saúde e bem-estar para os comportamentos alienados e infelizes.

A ânsia de vida é a necessidade de superação dos limites orgânicos para conseguir-se a amplidão do Infinito.

Livro: Sendas Luminosas
Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis
Casa Editora Espírita Pierre-Paul Didier
Projeto Saber e Mudar

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PADRE FRANÇOIS BRUNE AFIRMA QUE PODEMOS, SIM, COMUNICAR COM OS MORTOS

A COMUNICAÇÃO ENTRE OS DOIS PLANOS
PAULO DA SILVA NETO SOBRINHO
pauloneto@ghnet.com.br
Guanhães, Minas Gerais (Brasil)

 
Em seu livro Os Mortos nos Falam, o Padre François Brune afirma categoricamente que nós podemos nos comunicar com aqueles que chamamos mortos.

Temos recebido de várias pessoas seguidoras de outras correntes religiosas e-mails com textos ou mensagens que, apesar de alguns dos autores não admitirem, querem “abrir os nossos olhos” para a verdade, verdade deles, é claro. Alguns buscam realçar a questão dos “milagres” como base para sustentar que Deus escolheu a religião deles para os produzir. Isso não seria um privilégio?

Primeiro queremos dizer que não serão os “milagres” que irão nos convencer, já que não acreditamos neles. Acreditamos, sim, que eles são na verdade fatos naturais cujas leis ainda desconhecemos, que acontecem desde os tempos primitivos, em todos os lugares e a qualquer um. Não existe nenhum privilégio para quem quer que seja, já que “Deus não faz acepção de pessoas”, e principalmente porque, como está no livro Sabedoria (11,24): “Tu amas tudo o que existe, e não desprezas nada do que criaste. Se odiasses alguma coisa, não a terias criado”.

Mas queremos realçar um dos pontos fundamentais da Doutrina Espírita, sobretudo por ter sido por ele que ela se formou, que é a comunicação com os mortos e sua interferência no mundo dos chamados “vivos”.

O caso que iremos contar agora não está devidamente relatado como acontecido, pois infelizmente a memória nos trai não retendo tudo aquilo que queremos, mas é um fato real e relatado em reportagens televisivas, pouco tempo atrás.


Nos dias que se sucederam, todos os familiares se juntaram para assistir ao que foi gravado em videocassete, mas ninguém tinha atentado para certo detalhe, até que, num determinado dia, um dos que assistiam chamou a atenção de todos para duas pessoas que, bem ao fundo da Igreja, estavam indo de um lado para outro. Conseguiram identificar uma delas. A surpresa foi geral, pois era a imagem de um parente que havia morrido, ou seja, voltara para o mundo espiritual de onde veio, assumindo sua verdadeira condição de ser espiritual.

Se não há nenhum tipo de comunicação com os mortos, qual o sentido de os católicos fazerem pedidos a eles?

Rebuliço muito grande, na época. O casal apareceu em vários canais de TV exibindo a fita, da qual afirmava categoricamente reconhecer, entre aqueles dois que atravessavam de um lado para outro na Igreja, um de seus parentes desencarnados. Num determinado canal de TV, chamaram “especialistas” para opinar sobre o ocorrido, e entre eles estava um padre católico. Esse padre, que se diz especialista em parapsicologia, na verdade um reconhecido antiespírita, disse que tudo se tratava de fruto da imaginação. Que teria sido o inconsciente das pessoas que teria produzido tal coisa. Desculpe-nos, mas foi bom ver o casal partindo para cima desse referido padre, ao qual, se não fosse contido, talvez esganasse ali diante de milhões de telespectadores.

O fato é que o padre, travestido de cientista, não explicou como o inconsciente consegue produzir a imagem de uma pessoa em que ninguém estaria pensando naquele momento, e que passou a ter vida própria para caminhar de um lado a outro na Igreja. Entretanto, esse mesmo padre aceita, sem contestar, que aqueles aos quais os católicos chamam de santos aparecem aos chamados vivos. Citam a aparição de vários deles e em muitas ocasiões, e até mesmo recorrem aos anais da Igreja para comprovar tal assertiva. Aí perguntamos: somente os Espíritos dos chamados santos católicos podem se manifestar?

Já que falamos em santos, podemos acrescentar: Se não há nenhum tipo de comunicação com os mortos, qual o sentido de os católicos fazerem preces e pedidos a eles? E mais: como esses santos atendem aos pedidos sem que haja uma via de comunicação entre o mundo espiritual e o material? Como se vê, podemos encontrar a maior prova de que os mortos se comunicam exatamente naquilo em que eles acreditam. Mas não queremos ficar só nessa espécie de prova; vamos agora recorrer à Bíblia, livro dito sagrado que, segundo creem, é a palavra de Deus e tudo que nela se contém não apresenta erro.
Analisemos as seguintes passagens:

SM 10,6: E o espírito do Senhor tomará conta de ti, de modo que entrarás em transe com eles, sendo transformado num outro homem.

Aqui percebemos claramente a ocorrência de uma pessoa em transe (mediúnico) recebendo a influência de um Espírito. Ora, você irá dizer que se trata de “o” espírito e não “um” espírito? Segundo afirmam vários estudiosos da Bíblia, quando em grego não aparece o artigo definido é porque a tradução correta deverá ser de “um” e não “o” como se costuma colocar em algumas traduções bíblicas. Ademais, perguntamos: se fosse realmente o espírito de Deus, ele iria “baixar” em alguém? Mais à frente você entenderá por que colocamos “baixar”.

Ser Saul influenciado ora por um Espírito bom, ora por um Espírito mau, é algo perfeitamente aceitável; é o que realmente acontece

Será que existe um ser humano com tamanha elevação para poder receber no seu corpo a influência direta do Criador? Pode ser que alguém acredite nisso, mas nós não, já que não conseguimos enxergar Deus como o simples Criador da Terra, mas o Criador do Universo infinito, do qual não temos ainda capacidade de compreender a magnitude.

1SM 11,6: Quando Saul ouviu estas palavras, o espírito de Deus tomou conta dele, e foi possuído de violenta cólera.

Essa passagem é para comprovar que Deus não influencia as pessoas da forma que os Espíritos fazem. Os que aceitam isso deverão admitir também que Deus ao influenciar alguém possa fazer com que a pessoa se tome de “violenta cólera”, conforme narrado nesta passagem. Somente um fanático poderá aceitar um absurdo desse.

1SM 16,14-16.23: O espírito do Senhor se tinha retirado de Saul e cada vez mais frequentemente o assaltava um mau espírito da parte do Senhor. Então os cortesãos de Saul lhe disseram: “Está bem claro que o espírito mau de Deus te assalta. Ordene nosso senhor – nós teus servos estamos às tuas ordens – que procuremos um homem que saiba tocar cítara. Quanto vier sobre ti o mau espírito de Deus, ele vai tocar com sua mão e te sentirás melhor”. Quando o mau espírito de Deus se apoderava de Saul, Davi tomava a cítara, sua mão dedilhava as cordas e Saul se sentia aliviado e melhorava, e o espírito mau se afastava dele.

Ser Saul influenciado ora por um Espírito bom (espírito do Senhor), ora por um Espírito mau (espírito mau de Deus), é perfeitamente aceitável, é o que realmente acontece. Não há como contestar, para aqueles que não possuem espírito sectário, de egoísmo eclesiástico ou fanatizados por seus líderes religiosos.

1SM 19,9-10: Um dia um espírito mau do Senhor baixou sobre Saul; ele estava sentado em casa com a lança na mão, enquanto Davi dedilhava a cítara. Em dado momento Saul quis espetar a Davi na parede com a lança, mas Davi conseguiu esquivar-se de Saul, de modo que este acertou a lança apenas na parede. Davi fugiu, escapando ileso.

1SM 19,19-20: Quando comunicaram a Saul que Davi estava em Naiote em Rama, ele enviou mensageiros para prender a Davi. Estes viram a comunidade dos profetas, presidida por Samuel, falando em transe profético. Então o espírito de Deus baixou sobre os mensageiros de Saul, de modo que também eles entraram em transe profético. Quando referiram isto a Saul, ele mandou outros mensageiros, mas também estes foram tomados de transe profético. Saul ainda mandou uma terceira vez outros mensageiros, os quais também entraram em transe. Então ele mesmo se pôs a caminho de Rama. Quando chegou à grande cisterna, situada em Soco, perguntou: “Onde estão Samuel e Davi?” Alguém respondeu: “Eles estão em Naiote em Rama”. Quando se pôs a caminho para lá, para Naiote em Rama, baixou também sobre ele o espírito de Deus, de modo que durante todo o caminho até chegar a Naiote em Rama, estava em transe profético. Também ele tirou a roupa e ficou em transe diante de Samuel; caiu no chão e ficou sem roupa todo este dia e toda a noite. Por isso dizem: “Então também Saul é do número dos profetas?”

As provas mais incontestáveis da comunicação com os mortos encontramos, uma no Antigo e outra no Novo Testamento

Observemos nas duas narrativas acima as expressões “um espírito mau do Senhor baixou” e “o espírito de Deus baixou”. É tal e qual se fala normalmente quando, não conhecendo o fenômeno mediúnico, as pessoas dizem: “o espírito baixou” em fulano, ao verem alguém que está sob a influência de um Espírito. Qual a diferença?

As duas provas mais incontestáveis da comunicação com os mortos vamos encontrar, uma no Antigo Testamento e outra no Novo Testamento.

A primeira é velha conhecida dos nossos adversários que querem de todas as maneiras buscar uma outra interpretação para ela, de modo que não fique evidenciado o fato de que houve uma comunicação com o Espírito de uma pessoa que já havia falecido. Está narrado em 1 Samuel 28, que iremos resumir: Saul, cercado pelos filisteus, querendo saber o que ia acontecer ao povo no caso da guerra contra eles, busca uma pitonisa de Endor para que ela lhe adivinhe o que estaria para acontecer no futuro. Pede à médium, no caso é uma mulher, para que evoque o Espírito de Samuel, para que ele possa consultá-lo a respeito do que o afligia. O Espírito de Samuel aparece e, incorporado, ou seja, depois de “baixar” na médium, diz a Saul que ele iria morrer naquela guerra, o que de fato acabou ocorrendo.

Na que encontramos no Novo Testamento, devemos realçar que o fato acontece, nada mais nada menos, de que com Jesus. Na ocasião, Ele, acompanhado de Pedro, Tiago e João, sobe ao Monte Tabor, lá se transfigura e lhe aparecem os Espíritos de Moisés e Elias que conversam com Ele (Mt 17,1-9). Não há como a coisa ficar mais clara que isso. Repetimos, somente os fanáticos é que não veem, ou não querem ver.

Poderíamos colocar várias pesquisas realizadas sobre a comunicação dos mortos, feitas por pessoas idôneas e de reconhecido saber científico. Mas não iremos colocá-las por dois motivos. O primeiro porque certas coisas, apesar de serem fatos reais, não necessitam de comprovação, até mesmo porque em algumas situações as condições de provas são muito difíceis, a exemplo da crença em Deus, cuja existência até hoje ninguém conseguiu provar, apesar de todos nós aceitá-la tranquilamente. O segundo porque os atuais donos da verdade, que ao menos se propõem a fazer a pesquisa com o mesmo rigor científico desses pesquisadores, irão afirmar: as condições de época..., Freud ainda não havia trazido a hipótese do inconsciente etc. Aliás, essa tal hipótese do inconsciente é falada, mas nunca ninguém provou sua existência, como e em que condições esse inconsciente produz os fatos a ele atribuídos.

Vamos falar de testemunhos de pessoas que não pertencem às hostes espíritas, para que não falem que estamos puxando a “brasa para a nossa sardinha”. Novamente citaremos dois casos.

No livro O Além Existe, Lino Sardos Albertini relata o caso da comunicação que teve com seu filho desencarnado.

O primeiro deles está relatado no livro O Além Existe, onde o autor relata o caso da comunicação que teve com seu filho já desencarnado. O autor chama-se Lino Sardos Albertini, de cuja biografia extraímos estes dados: advogado, profissional liberal, exerce atividade em Trieste, onde reside na Rua Piccardi, 43. Foi presidente da Academia de Estudos Jurídicos e Econômicos “Cenáculo Triestino” e presidente da Junta Diocesana de Ação Católica de Trieste. Foi – e talvez ainda seja – vice-presidente nacional da União Pan-europeia Italiana e presidente da Arqueoclube de Trieste. É autor de vários ensaios. Na contracapa se diz:

“Este livro é a crônica de um diálogo incomum, entre duas diferentes dimensões, entre o aquém e o além, entre o pai que chama e um filho, morto em circunstâncias dramáticas, que responde. O diálogo ocorre através de uma sensitiva que categoricamente exclui qualquer recompensa e se recusa a desenvolver uma atividade pública”.

“Ela pratica um tipo de escrita automática por meio da qual desemaranha o fio que mantém unidos o advogado e seu filho, André”.

“Crítico e descrente no começo, Lino Sardos Albertini teve de resignar-se aos fatos inexplicáveis que André apresentava, a lógica severa das respostas, a sua coerência. Extraordinária é a maneira de transmissão das mensagens”.

“Envolvente como um romance, impregnado – mesmo na situação dolorosa – de fé e esperança, este livro há de induzir os seus leitores a uma meditação profunda”. (ALBERTINI, 1989, contracapa.)

O livro de que dispomos foi traduzido da 12ª edição italiana (um best-seller?), por uma editora de orientação estritamente católica que é a “Edições Loyola”, mas, infelizmente, quando depararam com o que realmente tinham editado, não se publicou mais nenhuma nova edição. Assim, a verdade mais uma vez foi para debaixo do tapete.

O segundo livro é mais interessante porque o seu autor é um padre católico. Seu nome é Padre François Brune, do qual se diz:

O Pe. François Charles Antoine Brune é bacharelado em Latim, Grego e Filosofia. Cursou seis anos de “Grand Seminaire”, sendo cinco no Instituto Católico de Paris e um na Universidade de Tubingen. Tem cinco anos de curso superior de Latim e Grego na Universidade de Sorbone. Estudou as línguas assírio-babilônico, hebreu e hierógrafos egípcios. Foi licenciado em Teologia no Instituto Católico de Paris em 1960, e em Escritura Sagrada, no Instituto Bíblico de Roma, em 1964. Foi professor de diversos “Seminaires” durante sete anos. Estudou a tradição dos cristãos do Oriente e dedica-se a estudos dos fenômenos paranormais. (BRUNE, 1991, orelha da contracapa.)

A morte é apenas uma passagem. Nossa vida continua, sem qualquer interrupção, até o fim dos tempos.

Segundo temos notícias, o Padre Brune é o representante do Vaticano para assuntos de Transcomunicação Instrumental (Comunicação dos mortos por aparelhos eletrônicos).
Em seu livro, após afirmar, categoricamente, que “O após vida existe e nós podemos nos comunicar com aqueles que chamamos de mortos” (BRUNE, 1991, p. 15), o Pe. François Brune arremata dizendo:

Escrevi este livro para tentar derrubar o espesso muro de silêncio, de incompreensão, de ostracismo, erigido pela maior parte dos meios intelectuais do ocidente. Para eles, dissertar sobre a eternidade é tolerável; dizer que se pode entrar em comunicação com ela é considerado insuportável.

[...] Tomem este livro como um itinerário. Abandonem, tanto quanto possível, suas ideias preconcebidas. Não tenham medo; se este livro não os transformar, logo se aperceberão. Em todo caso, leiam esta obra como a história de uma descoberta fabulosa e verdadeira.

Progressivamente então, surgirão essas verdades essenciais que se tornarão, assim eu lhes desejo, a matéria de suas vidas. A morte é apenas uma passagem. Nossa vida continua, sem qualquer interrupção, até o fim dos tempos. Levaremos conosco para o além nossa personalidade, nossas lembranças, nosso caráter. (BRUNE, 1991, p. 15-17.)

Fica aí a título de conclusão a fala do Padre Brune, cujo conteúdo sugerimos para reflexão dos que tentam dizer que tudo no Espiritismo é superstição, fruto da imaginação ou coisa que o valha.

Referências bibliográficas:
BRUNE, F. Os Mortos nos Falam. Sobradinho, DF: Edicel, 1991.
ALBERTINI, L. S. O Além Existe. São Paulo: Loyola, 1989
Bíblia Sagrada – 8ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1989.









Um casal comemorando as bodas de ouro (ou seria de prata?), junto com familiares e amigos, estava numa Igreja participando de uma missa realizada em agradecimento a Deus pelo convívio mútuo dos cônjuges até aquela data, fato que nos dias de hoje, diga-se de passagem, torna-se cada vez menos frequente, já que a separação se tornou uma rotina para muitos casais. Para guardar aquele acontecimento, a belíssima cerimônia foi filmada, visto que no futuro a lembrança do que ocorreu naquele dia poderia se perder completamente.

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VALORIZE A SUA MOCIDADE

Você tem a mocidade.



Talvez não a mocidade que garante músculos rijos,


cabelos pretos, grandes disposições orgânicas.


Mas, conserva a do espírito, a das emoções e sentimentos.


Além disso, conta com a sabedoria dos anos e com a paz que a vida traz.


Valorize a sua mocidade.


Vibre com o que é bom, belo, justo, sábio e alegre.


Conforte-se com o vigor da alma e deixe de lado as lamentações,


as queixas pela perda da mocidade orgânica.


Mesmo durante a mocidade orgânica, a principal


força que nos move vem do espírito.


É mais fácil ser feliz quando a mente é experiente.

Lourival Lopes

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SUICIDAR-SE, NUNCA!

Suicidar-se, nunca!
Orson Peter Carrara

Meu caro leitor, se você é daquelas pessoas que está enfrentando difícil fase de sua existência, com escassez de recursos financeiros, enfermidades ou complexos desafios pessoais (na vida familiar ou não) e está se sentindo muito abatido, gostaria de convidá-lo a uma grave reflexão.


Todos temos visto a ocorrência triste e dramática daqueles que se lançam ao suicídio, das mais variadas formas. A idéia infeliz surge, é alimentada pelo agravamento dos problemas do cotidiano e concretiza-se no ato infeliz do auto-extermínio.


Diante de possíveis angústias e estados depressivos, não há outro remédio senão a calma, a paciência e a confiança na vida, que sempre nos reserva o melhor ou o que temos necessidade de enfrentar para aprender. Ações precipitadas, suicídios e atos insanos são praticados devido ao desespero que atinge muitas pessoas que não conseguem enxergar os benefícios que as cercam de todos os lados.


Mas é interessante ressaltar que estes estados de alma, de desalento, de angústias, de atribulações de toda ordem, não são casos isolados. Eles integram a vida humana. Milhões de pessoas, em todo mundo, lutam com esses enigmas como alunos que quebram a cabeça tentando resolver exercícios de física ou matemática. Mas até uma criança sabe que o problema que parece insolúvel não se resolverá rasgando o caderno e fugindo da sala de aula.


Sim, a comparação é notável. Destruir o próprio corpo, a própria vida, como aparente solução é uma decisão absurda. Vejamos os problemas como autênticos desafios de aprendizado, nunca como castigos ou questões insuperáveis. Tudo tem uma solução, ainda que difícil ou demorada.


O fato, porém, é que precisamos sempre resistir aos embates do cotidiano com muita coragem e determinação. Viver é algo extraordinário. Tudo, mas tudo mesmo, passa. Para que entregar-se ao desespero? Há razões de sobra para sorrir, rir e viver...!


O suicídio é um dos maiores equívocos humanos, para não dizer o maior. A pessoa sente-se pressionada por uma quantidade variável de desafios, que julga serem problemas sem solução, e precipita-se na ilusão da morte. Sim, ilusão, porque ninguém consegue auto-exterminar-se. E o suicídio agrava as dificuldades porque aí a pessoa sente o corpo inanimado, cuja decomposição experimenta com os horrores próprios, pressionada agora pelo arrependimento, pelo remorso, sem possibilidade de retorno imediato para refazer a própria vida. Em meio a dores morais intensas, com as sensações físicas próprias, sentindo ainda a angústia dos seres queridos que com ele conviviam, o suicida torna-se um indigente do além.


Como? Sim, apenas conseqüências do ato extremo, nunca castigo. Isto tudo por uma razão muito simples: não somos o corpo, estamos no corpo. Somos espíritos reencarnados, imortais. E a vida nunca cessa, ela continua objetivando o aprimoramento moral e intelectual de todos os filhos de Deus. Suicidar-se é ilusão. Os desafios existenciais surgem exatamente para promover o progresso, convidando à conquista de virtudes e o desenvolvimento da inteligência. A oportunidade de viver e aprender é muito rica para ser desprezada. E quando alguém a descarta, surgem conseqüências naturais: o sofrimento físico, pela auto-agressão e o sofrimento moral do arrependimento e da perda de oportunidades. Muitos talvez, poderão perguntar-se: Mas de onde vem essas informações?


A Revelação Espírita trouxe essas informações. São os próprios espíritos que trouxeram as descrições do estado que se encontram depois da morte. Entre eles, também os suicidas descrevem os sofrimentos físicos e morais que experimentam. Sim porque sendo patrimônio concedido por Deus, a vida interrompida por vontade própria é transgressão à sua Lei de Amor. Como uma criança pequena que teima em não ouvir os pais e coloca os dedos na tomada elétrica.


Para os suicídios há atenuantes e agravantes, mas sempre com conseqüências dolorosas e que vão requerer longo tempo de recuperação. Deus, que é Pai bondoso e misericordioso, jamais abandona seus filhos e concede-lhes sempre novas oportunidades. Aí surge a reencarnação como caminho reparador, em existências difíceis que apresentam os sintomas e aparências do ato extremo do suicídio. Há que se pensar nos familiares, cônjuges, pais e filhos, na dor que experimentam diante do suicídio do ser querido. Há que se pensar no arrependimento inevitável que virá. Há que se ponderar no desprezo endereçado à vida. Há, mais ainda, que se buscar na confiança em Deus, na coragem, na prece sincera, nos amigos (especialmente o maior deles, Jesus), a força que se precisa para vencer quaisquer idéias que sugiram o auto-extermínio.


Meu amigo, minha amiga, pense no tesouro que é tua vida, de tua família! Jamais te deixes enganar pela ilusão do suicídio. Viva! Viva intensamente! Com alegria! Que não te perturbe nem a dificuldade, nem a enfermidade, nem a carência material. Confie, meu caro, e prossiga!

*O autor é da cidade de Matão-SP, palestrante e escritor; atua na área de relações públicas e comunicações.
contato: orsonpeter@yahoo.com.br
Visite o site: www.orsoncarrara.rg3.net

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DESISTIR? NUNCA!

Desistir? Nunca!
Jamiro dos Santos Filho - Araguari-MG

Nas primeiras páginas deste livro, eu disse que "desistir" é uma palavra que não existe no Código Divino. Isso porque esse procedimento é puramente humano, jamais Divino. Pensar que o Criador possa "desistir" de algo é julgar imperfeitos Seus atributos.

Todas as iniciativas de Deus são ternas, perenes, definitivas, sem nenhuma possibilidade de erro. Portanto, por que ELE desistiria de algo?

Estudando a história da humanidade, pude constatar que os maiores feitos aconteceram porque os seus protagonistas não desistiram. Sabemos que os grandes inventos surgiram depois de muitos fracassos. Os gênios da ciência, da música ou de qualquer outra área, somente obtiveram êxitos, pois perseguiram seus ideais obstinadamente, sem vacilar e não colocaram em dúvida se deviam ou não desistir dos seus projetos.


Quando assitimos a glória de alguém ao receber palmas e troféus por sua vitória, jamais imaginamos o quanto de dor e lágrimas tenham acompanhado aquela pessoa. Tantas noites sem sono, quantos dias dedicados ao ideal e não raro muita solidão.


Por isso é preciso valorizar a vida, aproveitar cada dia como se fosse o último. Eu penso que a morte não é a maior perda da vida. A maior perda é o que morre dentro da gente enquanto vivemos.


Quantos estão vivos no mundo, no entanto seu mundo íntimo já morreu há muito tempo. Talvez eles tenham “morrido” quando perderam um emprego, por causa de uma desilusão amorosa ou quando alguém muito amado partiu para o outro lado da vida. Cada um explica seus motivos, no entanto nada justifica seus reações que culminaram por desistir da vida. Não percebemos que, muitas vezes, diante das ruínas da vida na Terra é que os nossos olhos enxergarão as belezas do céu.

Há muitas formas de prosseguir vivendo sem viver verdadeiramente. Geralmente, usamos um termo que caracteriza algo que tem vida, mas não "vive" como ser humano. Quando alguém está apenas mantido em vida, e se encontra totalmente entregue a aparelhos em uma UTI, dizemos que a pessoa está "vegetando", não é mesmo? São casos desesperadores, pois muitas vezes não há o que fazer.


No entanto, há aqueles que "vegetam" por aí, sem motivação, desiludido, entediado por tudo que o envolve. Deixaram de sonhar, perderam a vontade de viver. Como disse acima, "morreram" para a vida.


Muitos culpam a sua cruz, por ela ser mais pesada do que sua forças possam suportar. Dizem que se entregaram à depressão por ser impossível prosseguir carregando aquela pesada cruz em seus frágeis ombros. Há casos quase desesperados, é verdade, mas é o seu caso? Há fortes razões para desistir? Sua cruz está insuportável?


Conta antiga lenda que um jovem convertido ao Evangelho, recebeu sua cruz para seguir, juntamente com outros peregrinos, pela estrada de Jerusalém Celeste. Torturava-o, porém, o peso da cruz que lhe fora confiado. E fatigava-o tanto a carga que ele se via forçado a descançar de vez em quando. Má sorte a minha, lamentava o moço, pois deram-me a mais pesada das cruzes. Movido por um sentimento egoístico, lembrou-se, numa das moradas, de trocar sua cruz por outra mais leve, dentre as que conduziam seus companheiros de jornada. Aproveitando a escuridão da noite, pé ante pé, sem ser pressentido, buscou o lugar onde se achavam depositadas as cruzes e, sopesando-as uma a uma, escolheu a que lhe parecia a mais leve e tomou-a para si. No outro dia, ao raiar do sol, reniciada a viagem, notou que a cruz que ele escolhera, por ser a mais leve de todas, era, justamente a sua.

Não podemos desistir. Essa reação, embora muitos a ela se entreguem, causa uma sensação de covardia, omissão de nossa parte. E os desafios não surgem diante de nós para nos impedir de caminhar. Ao contrário, ao surgirem, muitas vezes encontramos outras estradas, jamais imaginadas caso não tivéssemos sido impelidos a ela. E não nos parece "normal" desistirmos da luta e dizer: "Acabou, fui derrotado".

...Certa vez, um repórter disse ao grande astro do basquete norte-americano, Michael Jordan: você é um vencedor. Então, Jordan respondeu "já perdi muitas vezes na vida, e é por isso que eu venço". Se tivesse desistido no meio do caminho diante de qualquer derrota, não teria alcançado o êxito.


Tenha paciência com tudo, mas principalmente com você mesmo. Não se decepcione com seus defeitos e observe as coisas boas que você já conseguiu. Em seus dias passados já houve vitórias e também aconteceram fracassos e nem por isso você se entregou.


Certa vez Pablo Picasso escreveu:
"Estou sempre fazendo coisas que não consigo e é assim que faço as coisas"


Você está viajando pela vida. Não desista, jamais. Não desça do "trem da vida" antes que ele chegue à sua estação. E é lá que você deverá descer, pois lá está o aviso de Deus dizendo que sua "viagem" chegou ao final de uma etapa.

Transcrição parcial da mensagem "Desistir? Nunca!" do livro "PARA NÃO PERDER A VONTADE DE VIVER".
Jamiro dos Santos Filho, é da cidade de Araguarí-MG, é diretor-fundador do Centro Espírita Nosso Lar, realiza palestras por diversas regiões do país divulgando a mensagem consoladora de Jesus, levando motivação, entusiasmo, esperança e alegria.

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ANIVERSÁRIO DO CENTRO ESPÍRITA AMOR E CARIDADE DE SANTA RITA DO PASSA QUATRO


76 ANOS DE HISTÓRIA
1934-2010

 
CONVITE


A Diretoria do Centro Espírita “Amor e Caridade” e
Vila João Lázaro
convida a todos para participarem da palestra de aniversário de Fundação do Centro.

“DE SHAKESPEARE A CHICO”
COM WELLINGTON BALBO .( Palestrante e Articulista Espírita da cidade de Bauru-SP)


DIA 27 DE FEVEREIRO DE 2010 - SÁBADO- 20:00 HORAS.

RUA JOSÉ VILLA REAL, 20 –CENTRO –SANTA RITA DO P.QUATRO

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VEJA O TRAILER DO FILME - CHICO XAVIER - O FILME



ESTRÉIA NACIONAL  PROGRAMADA PARA 02 DE ABRIL 2010

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ASSISTA O TRAILLER DO FILME NOSSO LAR

NO YOUTUBE
ACESSE: http://www.youtube.com/watch?v=sZuAKBbTD8w

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MEDICINA RECONHECE OBSESSÃO ESPIRITUAL

MEDICINA RECONHECE OBSESSÃO ESPIRITUAL

Texto de Osvaldo Shimoda


A Ciência Médica vem se aproximando e corroborando com a Ciência Espiritual. Esta é uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.
Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:

A Obsessão Espiritual como doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina.

Em artigos anteriores, escrevi que a Obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.
Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem-estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente corpo e espírito. Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual. Desta forma, a Obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID -O Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.
O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença. Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos, nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura, bem como na interferência de um ser desencarnado das trevas, a Obsessão espiritual.
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios. O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.
Na Faculdade de Medicina da USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas. Em minha prática clínica, a grande maioria de meus pacientes, que são rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico.
Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o ser integral.
Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Nos endereços abaixo você poderá ver o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira falando sobre a Glândula Pineal



Você poderá ver confirmado aqui o que André Luiz nos disse, através de Chico Xavier, há setenta anos, sobre a glândula pineal (epífise).




Vídeos
http://br.youtube.com/watch?v=4walu-hO9fQ&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=bnLUOfFaEFE&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=BRY41_pvIxI&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=3Gl6unmMbz8&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=HpZoni-LQic
http://br.youtube.com/watch?v=HTgiJjBumD4&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=r7HGTdp7tsM&feature=related